uma ferida silenciosa
poesia

uma ferida silenciosa

poesia, amor, lua, perda
Leon Acosta
Leon Acostajun 24, 2026

olho para a lua, nostálgico;
seu brilho prateado é uma ferida silenciosa.
nós a víamos juntos, às vezes;
com pedras espalhadas, e corações alinhados.

eu pertencia a ela, ou assim eu pensava;
as marés ritmadas me nutriam,
suas fases intensas me ensinavam.

hoje é lua cheia, ousada e brilhante.
sua luz costumava me acariciar,
mas agora é uma dor agridoce,
me lembra seu rosto gentil.

a verdade é cruel; eu amei minha rosa,
e seus delicados espinhos.